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A Dieta cetogênica é saudável para todos?
A dieta cetogênica tem sido associada a vários benefícios como perda de peso, melhora da função cognitiva e melhora do quadro ou diminuição do risco de doenças neurodegenerativas, doenças cardiovasculares, diabetes e câncer, entre outros. As dietas cetogênicas são definidas como dietas com baixa ingestão de carboidratos (menos de 50 gramas /dia) e alta ingestão de gordura, levando a uma elevação dos níveis de ácidos graxos livres e corpos cetônicos no sangue. Entretanto, dependendo do genótipo, vários estudos tem demonstrado que a dieta cetogênica, ao contrário, pode aumentar o índice HOMA, o qual é um dos principais parâmetros para avaliação da resistência à insulina, que está associada a maior risco de Diabetes. Sim, é isso mesmo que você leu, dependendo do genótipo, a dieta cetogênica em vez de proteger ou “curar” a diabetes pode aumentar o índice HOMA, consequentemente aumentar o risco de diabetes.
Alguns genes envolvidos na resposta a Dieta Cetogênica
PPAR-α
A atividade de PPAR-alfa é necessária para a cetose e indivíduos portadores do alelo Pro do polimorfismo rs8196278 apresentam comprometimento desse processo e tendem a não responderem bem ao maior consumo de gorduras. Devido a dieta cetogênica, estes indivíduos podem apresentar maiores IMC, maiores níveis de glicose, insulina e maior índice HOMA quando submetidos a alto consumo de gordura, especialmente gordura saturada.
PLIN1
O gene PLIN1 codifica a perilipina 1 (PLIN1), a qual recobre a superfície dos adipócitos impedindo o metabolismo da gordura, apresenta vários polimorfismos (variantes genéticas), dentre eles o rs894160 (G11482A). Corella et al (2006), em um estudo com 4.107 indivíduos de origem asiática (1909 homens e 2198 mulheres), relataram que o aumento da ingestão de gordura, principalmente saturada, e baixa ingestão de carboidratos foi associado a maior índice HOMA em mulheres (não em homens) portadoras do alelo A em homozigose. Verificaram também, que mulheres portadoras do alelo A em homozigose e no maior tertil de consumo de gordura saturada apresentaram índice HOMA 48% maior, enquanto mulheres também portadoras do alelo A em homozigose que estavam no tertil maior do consumo de carboidratos apresentaram redução de 24% do índice HOMA. Outros estudos, realizados em populações de diferentes etnias encontraram resultados semelhantes.

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